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No parque e na vida

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( Foto:  Marcelha Pereira) Começa devagar e estável. Estou neutra. A felicidade vai aumentando, chega ao seu topo e desce com toda a força que consegue, a tristeza chega, a alegria vai voltando e logo ocorre mais uma descida, desta vez maior. Essa é a minha montanha russa de sentimentos. Eu grito, choro, levanto os braços, viro de cabeça para baixo, me descabelo, me permito sentir o frio na barriga. Se for para passar por ela, então que eu a aproveite da melhor forma. E assim, vou usufruindo a minha montanha russa que é gratuita e sem hora para fechar. É preciso viver tudo intensamente para que quando você sair da fase ruim saber reconhecer a felicidade que está chegando e aproveitá-la o máximo que pode para então passar para a próxima fase ainda desconhecida.    Você só sabe que a montanha russa valeu a pena quando você sai acabado, bagunçado e com o coração batendo a mil. Quando a montanha russa é intensa, o tempo levado para terminá-la parece ter passado mais rápid...

Assuma-se e liberte-se

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( Foto:  Marcelha Pereira) Não há nada que me deixe mais feliz ao saber que alguém se assumiu. Seja assumir a sexualidade, um corte cabelo que gostaria de ter há tempos, uma roupa que gostava e só não usava com medo de reprovações ou apenas decidiu ser ela mesma. Assumir-se é se livrar de você mesmo, de algo o qual te prendia, e dar um fim àquela prisão. Eu adoro falar sobre liberdade. Em como as pessoas ficam fortes e melhores quando assumem e aceitam aquilo que é. Quando alguém se assume, automaticamente, eu me sinto na pele dela e comemoro junto, como se a luta ganha também tivesse sido minha. Fico ainda mais satisfeita quando vejo que a pessoa deveria se assumir e depois de um tempo ela vem me falar que finalmente largou as correntes que a prendia. Eu já me senti presa um dia e quando me livrei foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Assumir-me como eu sou me fez muito bem. Só quando fui livre reconheci a verdadeira felicidade. No momento que você guarda o seu eu dent...

Minha insanidade

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( Foto:  Divulgação/Internet ) É difícil escrever algo enquanto estou neutra. E estou neutra neste exato momento. Não estou feliz e nem triste para escrever sobre algo que valha a pena. O texto de hoje é totalmente sem nexo e eu não cobro que você goste dele. Surgiu-me a ideia de falar sobre a minha loucura, então se preparem. A maluquice a qual as pessoas que me conhecem sempre falam é o meu eu secreto sendo compartilhado. Talvez me achem louca por falar sobre coisas que eu faço e depois notar que ninguém também o faz. Sim, meu querido, eu já tentei me reprimir e filtrar o que eu devo ou não falar. Porém depois decidi largar de mão e falar/fazer tudo o que desse na minha telha. E aqui surgiu a Marcelha cheia de neurotismo, paranoias e gostos excêntricos que você conhece. Sinceramente? Eu gosto de ser assim. Um livro totalmente aberto, mas cheio de segredos e mistério por trás de cada página se você tiver a paciência de lê-lo. Eu sou o oito e também o oitenta. E sabe o que é ...

Além do Padrão

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( Foto:  Meu arquivo pessoal) Depois de um mês sem postar nada e de ficar me perguntando secretamente o motivo por não estar escrevendo, aqui retorno com a notícia maravilhosa de que o blog está completando um ano.  Um ano, trinta e sete textos, várias lágrimas derramadas e sorrisos dados de puro Marcelha. Marcelha é um jasmim simples que muitos não comprariam logo de cara se vissem à venda em uma floricultura, porém esse mesmo jasmim seria comprado mais de trezentas vezes por mim. Eu me orgulho de ser quem eu sou e por ter criado esse “diário aberto” para compartilhar as minhas frustrações e alegrias com você que me lê. O Além do Padrão foi a melhor coisa a qual poderia ter me acontecido em 2014. É o pedacinho de mim que eu entrego na sua mão.  Pode não parecer, mas eu fico imensamente envergonhada quando me retornam com algum comentário sobre o blog. Eu não tenho vergonha de mostrar e compartilhar os variados links deste, porém quando me elogiam eu sinto como se tivess...

O relato de um suicida

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( Foto:  Marcelha Pereira)  Eu cometi suicídio, e me arrependo amargamente.  Ocorreu em uma tarde de outubro e meus pais haviam saído de casa para ir ao supermercado, fui à cozinha, peguei uma faca e sem pensar duas vezes a enfiei no meu peito. A dor foi horrível. O tempo parou, eu pude sentir cada milímetro daquela faca me perfurando e ver o sangue saindo. Não demorou muito tempo até que eu ficasse sem forças, meus olhos fechassem, minha respiração falhasse e eu não tivesse mais consciência de nada. NADA. A morte não é ruim, mas eu me arrependo de tudo o que eu poderia ter feito e dos lugares que eu poderia visitar. Arrependo-me de não poder saborear o gosto do bacon em minha boca mais uma vez, de dar um abraço forte em minha mãe e de gargalhar mais uma vez com os meus amigos. Arrependo-me de não exercer a profissão que escolhi com tanto gosto desde os meus dezesseis anos. Arrependo-me de ter negado a ajuda de quem queria ajudar.  Depois da morte conheci algu...

Calmaria, silêncio, felicidade e loucura

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( Foto:  Marcelha Pereira) - Está escutando isso? É o som da calmaria. - E calmaria tem som? - Claro que tem! Você nunca escutou a calmaria? - Não. Calmaria tem que som? - A calmaria tem som da sua música preferida. Tem o som da colherzinha mexendo o chá da sua caneca. Tem o som do seu sorriso se abrindo e dos seus cílios batendo. Tem som dos seus pés se esfregando um contra o outro. Tem som do seu corpo se chocando contra o chão. Tem som desse momento só seu. A calmaria... tem o som que ela quiser ter. - Mas para mim a calmaria era igual ao silêncio: sem som. - Quem foi que disse para você que o silêncio não tem som? - Ué, se o silêncio tivesse som não seria chamado de silêncio. - Nem sempre. Às vezes o silêncio tem o som das vozes da sua cabeça. Dos seus pensamentos mais insanos. - Vozes da minha cabeça?! Pensamentos insanos?! Eu não sou louca! [ loucura ] - Todos nós somos loucos. O silêncio é a loucura da qual nos permitimos enlouquecer. - Isso é totalme...

Mais um texto sobre amor

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( Foto:  Marcelha Pereira) Esses dias um casal de namorados amigos meus me mandou dois textos que um havia escrito para o outro. E bem, cá estou eu falando sobre o amor novamente. O menino escreveu: “O amor visto por alguns como uma maldição, porém também visto por outros como a coisa mais bela que se pode existir na vida - que nesse caso é a minha visão. Por um momento é possível acabar pensando da primeira forma durante um tempo, porém esse tempo chega ao fim graças a coisas tão simples: um carinho, um abraço, um olhar. São pequenas coisas que nos mudam e nos fazem ver que o amor veio na verdade para nos trazer apenas o bem e mostrar que a felicidade está bem ali, ao seu lado. Naquela pessoa que te fez acreditar nele, que o faz adotar esse amor ainda mais no seu coração e enviá-lo de volta para esta pessoa de forma tão especial e amorosa quanto ela mandou para você. Até mesmo no mais simples "amo você" se sente todo o amor e carinho que estão expressos ali, naquelas p...