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Caindo em nós mesmos, crescemos!

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Encerrei o último texto postado aqui no blog com a seguinte frase: "Se lembre que a sua dor é válida e lhe ensinará muitas coisas, combinado?". Engraçado como meses se passaram e tendo passado por mais um período de grande crise, fica a confirmação de que: sim, toda essa dor e agonia é válida para nos ensinar lições. Percebi, em uma de muitas reflexões que venho tomando sobre a vida e sobre mim, que precisamos dos momentos de queda mais forte para melhorarmos "à força".  Às vezes, acordamos determinados a fazer com que o dia seja bom, mas nem sempre conseguimos, porque, apesar de sermos agentes ativos da nossa vida, algumas situações fogem do nosso controle e acabam nos frustando. Crescer machuca porque nos força a lidar com essas frustrações e toda essa dor serve para fazer a gente mais forte. Somos forçados a sair da nossa zona de conforto em 70% das barreiras que encontramos diariamente, mas o fim do dia chega e sabe o que acontece? Você vence mais uma batalha...

Venha cá...

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( Foto:  Marcelha Pereira) Às vezes você vai se sentir no limbo, inútil, sem vontade de fazer coisa alguma. Essa sensação pode durar uma semana, duas, um mês. Mas deixa eu te contar um segredo: vai passar. A gente precisa desses momentos de caos, de introspecção, de vontade de sumir por aí. Mesmo não sabendo dizer se temos crise existencial porque estamos crescendo ou se ela quem nos faz crescer (eu poderia passar um tarde falando sobre esse dilema), me contento em saber que crescemos. Estamos crescendo.  Gosto de brincar que existem mil Marcelhas dentro de mim, todo dia uma nova Marcelha surge para se juntar ao grupo. No momento, eu sou a menina que veste a camisa - customizada para servir de pijama - de um Simulado de seu primeiro ano de Ensino Médio. Marcelha hoje está se sentindo bonita ainda que não esteja arrumada e maquiada, tão diferente da Marcelha de quatro dias atrás. Quatro dias atrás, eu era a Marcelha insegura. Quatro dias depois, continuo sendo a Marcel...

Imperfeita

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( Foto:  Meu arquivo pessoal ) Você quer me conhecer de verdade?  A primeira coisa que você precisa saber é que sou imperfeita. Toda.   Falo alto. Vivo deixando as coisas caírem da minha mão. Não costumo usar sandálias - elas aumentam em 152% a chance de eu meter a cara no chão. Não gosto de usar saias - com elas, não posso sentar em alguma cadeira e subir meus pés ou sentar no chão sem ter que ficar preocupada em não abrir as pernas.  Sou contraditória. Amo estar no meio da gritaria e das risadas altas, mas odeio pessoas aglomeradas e som alto. Sou elétrica, falante e, na mesma intensidade, quieta e observadora. Sou chata e adoro dar sermão. Não suporto ver situações erradas e pessoas sendo escrotas com as outras. Gosto de rock, mas não suporto rock demasiado pesado. Gosto de filmes de super-herói, mas estou ficando sem paciência para eles. Choro fácil. Basta uma palavra mal dita e passo um dia inteiro pensando sobre.  Meus seios são caídos e a...

É ruim, e ao mesmo tempo bom, ser uma poeirinha!

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27 de março de 2018, 15h40 Somos todos poeira do universo. Eu não sei se sentirão a minha falta quando eu morrer. Só sei que a falta logo vai embora e, no fim, eu não valho muita coisa. Não sou exemplo de estudante. Saí na metade de um filme super foda de animação chamado Horton e o Mundo dos Quem. Saí da sala porque me veio inspiração e porque estou me sentindo mal. Não sou exemplo de estudante e acho que nem quero ser. Não sou exemplo de amiga, também. Sempre acho que não dou a atenção que meus amigos merecem. Não sou exemplo de filha, não sou exemplo de ser humano, não sou exemplo de nada. Não sou exemplo porque eu não sou grande. E nem quero ser grande. Eu sou uma poeirinha. Sentada em uma mesa da pracinha do Setor I, eu sou uma poeirinha. Observando os grupos de amigos conversando, eu sou uma poeirinha.  Eu não sou importante, não sou especial e o universo não vai parar se eu sumir neste mesmo instante.  [ corta ] ( alguns amigos chegam onde estou ...

É bom ver a vida com mais cor!

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É bom acordar pela manhã bem cedo e se sentir confortável com o que se é. Saber que algumas coisas ruins podem acontecer no seu dia, mas elas não te afetarão tanto assim.  Você está inteira, já é outra pessoa e olha que maravilha! As pessoas vão continuar te olhando e te julgando, mas agora você sabe que o que é falado não te define. Por mais aberta que você seja, elas não conhecerão tudo sobre você. Faz diferença ter isso em mente. Agora você sabe lidar um pouco melhor com as quedas. Você está se tornando mais forte a cada novo dia, a cada nova derrota e vitória.  Você começou a observar mais as flores, o céu, as pessoas; chorou, gargalhou, gritou, abraçou; viveu mais. Mudou mais uma vez o jeito de se vestir, o corte de cabelo, passou a usar maquiagem. É outra pessoa por dentro e por fora ao mesmo tempo em que é a mesma.  Continua com o mesmo sorriso frouxo, o mesmo coração mole, o mesmo chororô para tudo.  Mas olha o quanto você amadureceu! É tã...

Um texto sobre 2017!

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( Foto:  Marcelha Pereira) Um ano atrás, eu falei no Facebook que a minha palavra para 2017 seria "tentativa". Eu iria tentar me magoar menos, me estressar menos, errar menos. Acho que continuei me magoando com coisa besta, me estressando com coisa besta e errando com coisa besta. Mas em 2017 eu tentei viver todo o amor que eu tenho dentro de mim, não o escondi e compartilhei com o máximo de pessoas que eu pude. E acho que fui bem sucedida nisso.  Acho que esse foi o ano que eu mais me desprendi das inseguranças. Até o começo de 2017 eu me via ainda falando: "não, não posso fazer isso porque tal pessoa vai me criticar". E que bom que eu me permiti ser mais. Eu continuei recebendo críticas de todos os lados. "Você é doce demais", "Isso é só uma máscara", "Cadê a sua verdadeira face?", "...", "...", "...". Mas cheguei ao ponto no qual eu não podia mais escutar boa parte de tudo isso. Viraram sussurro...

Dia!

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( Foto:  Marcelha Pereira) 05h04 - É dia 22 de março de 2017. A porta da casa está aberta, já que a residência encontra-se protegida pelo portão preto de correr da garagem. Ainda é azul-escuro, mas é possível perceber pequenas frestas de luz. As folhas das árvores na rua movem-se devagar. As janelas dos vizinhos estão fechadas, provavelmente estão dormindo. Calmaria. 05h15 - E, em suave ritual, as frestas aumentam. O azul-escuro clareia de forma amena e, ao mesmo tempo, rápida. Rapidez esta que, por causa de um piscar de olho mais demorado, bonitos detalhes desse céu acordando podem ser perdidos. Cada segundo contém uma mínima mudança de cor. Usufrua. 05h26 - Percebe a brevidade? O céu, agora, é azul-claro. Os pássaros começam a cantar em sintonias próprias. O vizinho da frente sai com o carro para o trabalho e buzina para alguém do lado de dentro de sua casa. Um “tchau” é escutado. Bom dia. 05h39 - O sol vai aparecendo em uma mistura de amarelo e laranja claros, mas que ...