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Dia do Escritor e alguns devaneios desta Marcelha que vos fala

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( Foto:  Marcelha Pereira) Hoje, 25 de julho, é comemorado o Dia do Escritor. Bem, não me sinto exatamente confortável em me denominar uma escritora porque, para mim, sou uma pessoa que ama escrever e ponto final. Inclusive, já falei sobre isso em algum outro texto aqui do blog, que não consigo me lembrar agora. Mas o que a Marcelha adolescente de 15 anos que queria compartilhar seus pensamentos turbulentos com o mundo não sabia era que no futuro iria trabalhar escrevendo. Hoje, com 21 anos, a dúvida é: isso me faz uma escritora? O que sei é que o jornalismo aumentou minha paixão pela escrita, me fazendo ir além dos contos, artigos e crônicas que eu costumava escrever antes da universidade. Gosto de escrever sobre filmes, séries, desenhos, música, ciência, tecnologia, a lista é grande e minha mente muito curiosa. Na graduação, até para o Marketing eu migrei e, nessa área, a diversidade de assuntos para diferentes empresas que é possível escrever também me encantou. Por causa disso,...

Sobre a vida

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( Foto: Marcelha Pereira) A vida anda boa. Neste início de ano pedi demissão do meu estágio em uma agência de Marketing Digital daqui de Natal/RN. Foi uma decisão difícil, mas que me fez bem e me abriu a mente para deixar entrar novas coisas boas. Ciclos se encerram uma hora ou outra e tudo tem seu aprendizado. Nesses últimos 24 dias, eu me senti livre. Tomei decisões por mim, falei por mim, fiz coisas por mim. E isso não é ser egoísta, sou eu, após tanto ficar pensando no que as pessoas vão achar ou dizer, finalmente fazendo o que definitivamente me faz bem.  Eu tenho aprendido muito e me conectado demais com o que tenho aqui dentro. Não tenho guardado sentimentos, tenho conversado, tenho colocado tudo para fora. Descobri que isso me deixa viva. Nesse período, também, voltei a falar com uma pessoa que há muito tempo não falava. Não foi uma conversa longa, pelo contrário, foram 20 minutos, mas foi engraçado ver como a vida passa e é efêmera. Em piscar de olhos, tudo muda. 201...

Cada ano tem seu texto e o de 2019 é este aqui

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Péssimo título, eu sei. Mas vamos lá? ( Foto:  Marcelha Pereira) Desde 2016 tenho um ritualzinho de no final do ano escrever um texto sobre minhas considerações do que vivi durante 365 dias. Normalmente é antes do Natal, este ano foi depois. Passei esses dias pensando sobre tudo. Foi um ano de uma perda significável para mim. O meu primo, Adriano Alyson, faleceu. Sofri muito, e ainda sofro, alguns dias são mais complicados que outros. Mas a notícia boa é que uma parte dele continua viva em seu filho. Adriano permanece vivo no ser humano mais importante na minha vida, Ayallan. A coisinha mais gostosa da irmã, como falo todos os dias. E ainda que seja um pouco difícil explicar como sou irmã do filho do meu primo, sou imensamente feliz por ter sido adotada por esse menininho que já chegou mandando em tudo a sua volta e alterando a minha vida para melhor. Todo mundo que me conhece sabe que Ayallan é a minha paixão e falar sobre 2019 é começar falando sobre ele, sem dúv...

Um aprendizado para a Vida

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29 de maio. 13h56. “A Love chegou!”, é a primeira coisa que se escuta. Logo uma Golden Retriever de 3 anos surge ao lado de seu tutor e dá para ver que é a sensação da escola. Todas as crianças têm um único foco. A maioria quer passar a mão e outras olham curiosas, já familiarizadas com a pet. Tão calma, com pelo brilhante e sedoso, Love se mantém quieta na dela. Aceita beijos, cheiros e abraços. Um nome nunca poderia defini-la tão bem. Amor. É o que ela acende nos corações daquelas crianças. Quando Love entra na sala de aula dos alunos do Estágio V, todos estão animados e falam ao mesmo tempo. “É a Love! A Love chegou! Olha a Love!”. E é assim que o tutor dela, Henrique Gava, de 34 anos, acha o momento para iniciar seu trabalho na turma. A primeira regra estabelecida por ele com as crianças de 5 a 6 anos é a de que eles devem prestar atenção , a segunda é que não podem gritar e a terceira é que precisam escutar . Dois alunos são sorteados e encenações começam com a ajuda dos dois...

Nenê

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"estou aqui ao lado do presente que você deixou para mim. a ficha demorou um tempinho para cair e quando fiquei sozinha com nosso menino não aguentei. ainda não estou acreditando, e a única forma que eu sei de colocar os meus pensamentos e sentimentos para fora é escrevendo. amanhã vou acordar e não vou receber as suas fotos com mensagens de bom dia. vou começar a minha manhã e não vou receber a sua mensagem dizendo que Ayallan acordou e que minha já pode ir buscá-lo. não vou mais escutar o barulho da sua moto parando aqui na frente de casa e com você chamando pelo nosso Nininho. não vou nunca mais comer o seu frango assado em um final de semana qualquer e dizer para minha o quanto gosto do seu tempero. não vou mais tirar uma foto ou gravar um vídeo de Ayallan e lembrar de enviar para você. a vida é esquisita e não prepara a gente para nada, muito menos para a morte. você não vai ler isso aqui, mas eu sinto que de alguma forma as palavras têm poder e você está olhando por todos...

Desafio dos 15 dias: inseguranças, ansiedade e autoconhecimento

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( Foto:  Marcelha Pereira) Em dezembro do ano passado, um dos meus melhores amigos, o Marcelo, me entregou um envelope com 15 bilhetinhos que eu deveria abrir apenas no dia 1 de janeiro de 2019. O objetivo era acompanhar cada um dos meus primeiros dias até hoje, fazendo eu me conhecer mais e melhor, a cuidar de mim. E, durante essas duas semanas e um dia, foi incrível a quantidade de aprendizado que eu tive. Então vou compartilhar alguns aqui. Aprendi a lidar melhor com a minha ansiedade. Esse processo todo começou faz um tempo, mas é inegável o quanto comecei a ser mais consciente da minha relação com ela. Iniciei o ano muito bem e feliz, porém momentos e pensamentos ruins sempre surgem de vez em quando (e sempre vão surgir) e fiquei muito feliz em como lidei com eles. Fiz com que eles fluíssem para fora da minha cabeça como venho treinando fazer desde o ano passado e não deixei que eles me maltratassem mais do que deveriam. Senti insegurança e em vez de me calar e guardar ...

Me perguntaram:

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"Por que você se culpa e pede desculpa tanto?" Porque eu aprendi que as pessoas sempre vão se afastar de mim quando elas bem entenderem. Cresci com essa sensação de culpa por achar que posso melhorar e piorar o dia de alguém, e não queria esse peso de ser ruim pro outro, mas acaba que no fim o peso fica comigo.  E, às vezes, na tentativa de não ser ruim, coloco peso nos outros também.  Porque eu sou insegura com fucking 100% das coisas.  Porque minha mente não para um segundo, até quando durmo. Porque eu acordo de madrugada e fico pensando nas coisas que não deveria ter feito ou dito naquele dia.  Porque eu sou hiperativa, minha mente é veloz e, nesse meio tempo, consigo chegar a trezentos e setenta e cinco lugares, pensar em quatrocentas e três atitudes aleatórias e voltar para o pensamento inicial de onde tudo isso surgiu: Por que eu me culpo e peço tantas desculpas? Também gostaria de saber por quê. *Escrito em 19 de novembro. Hoje, 29 ...